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Ida & Volta - Boletim

janeiro 4, 2012

Quinze mil pessoas unidas pela continuidade das ações da ASA

Cerca de 15 mil agricultores e agricultoras de todos os estados do Semiárido brasileiro participaram da caminhada realizada pela Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA) entre as cidades de Juazeiro, Bahia, e em Petrolina, Pernambuco, no dia 20 de dezembro. Os números foram divulgados pela Polícia Rodoviária Federal. O CECOR levou cerca de 100 pessoas para o ato.

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Os agricultores e agricultoras ocuparam a ponte que liga as duas cidades sertanejas para dizer ao Governo Federal que querem a continuidade da parceria do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) com a ASA, para a continuidade dos programas Um Milhão de Cisternas (P1MC) e Uma Terra e Duas Águas (P1+2). “É inadmissível que se corte a parceria com a ASA, não se pode aceitar que uma prática da qualidade dessa, que já construiu mais de 370 mil cisternas no Semiárido, seja de uma hora pra outra desconsiderada pelo Governo Federal. Nós queremos dizer ao Governo que estamos na perspectiva de sermos chamados para reconstruir essa relação”, pontuou Naidison Baptista, integrante a coordenação executiva da ASA.

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Faixas e bandeiras traziam o sentimento das delegações. “Desarticular é retroceder. A ASA é o povo no Semiárido. Não queremos voltar à Indústria da Seca”, dizia o banner que abria a caminhada. “Não acabe o que vem dando certo. Parceria da ASA/MDS”, pedia outra faixa. “Por um Semiárido mais justo”, era outro dos dizeres que podiam ser lidos em meio à multidão.

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A caminhada reuniu muita gente, inclusive pessoas que ainda não tinham recebido cisternas, mas que estavam lá porque sabiam da importância da ação da ASA para suas comunidades. A agricultora Danúzia da Silva, do município de Dormentes, em Pernambuco era uma dessas pessoas. “A ASA ajudou muito na nossa região, porque a falta de água é muito grande. Não tenho cisterna, mas hoje eu estou muito feliz de participar e representar minha comunidade”.

O agricultor José Miguel de Souza, de Ouricuri, também não tem cisterna em casa, mas estava na caminhada. Questionado sobre o que achava do fim da parceria entre MDS e ASA respondeu: “É só a gente dar o troco ao governo depois, porque foi a gente que colocou ele lá”.

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Cisternas de plástico

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O ato também reforçou a posição da ASA contra as cisternas de plástico que já começaram a ser implantadas pelo Governo Federal. “A cisterna de plástico não emprega nossos pedreiros, não movimenta nosso comércio, não mexe com as comunidades. Ela é um pacote pronto de fora, que gera apenas lucros para as empresas. Quando ela tiver um problema, quem conserta? Quem corrige?”, indagou o coordenador da ASA, Naidison Baptista.

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O coordenador pediu ainda que a sociedade civil seja incluída na construção de políticas públicas para o Semiárido. “Nós não admitimos ser excluídos, não admitimos a cisterna de plástico e queremos ser chamados pelo governo para um diálogo maduro onde encontremos soluções reais para os problemas que estamos enfrentando”, frisou Naidison.

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Para a agricultora Cleonice Constantino, de Remígio, na Paraíba, a cisterna de placas trouxe muitas mudanças. “Minha cisterna significou muito. Mudou tudo que eu tenho hoje, as verduras e muita coisa que a gente tinha que comprar e hoje temos em casa. Nós queremos mais cisternas para as outras pessoas que não tem. E a cisterna de plástico não tem futuro. As águas ficam quentes e sem vida!”, enfatizou Cleonice.

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(Fonte: ASA Brasil)