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Ida & Volta - Boletim

outubro 21, 2009

CECOR realizou um seminário sobre Lei de orgânicos e novas regulamentações de mercados

No dia 20/10 o CECOR realizou um seminário sobre a legislação de produção orgânicas e os mecanismos d controle do mercados de orgânicos.

Participaram mais de 30 produtores e técnicos da região, representando os feirantes das feiras agroecológicas de Serra Talhada, Mirandiba, Flres, Santa Cruz da Baixa Verde, Triunfo, os apicultores da Associação dos Apicultores do Sertão Central- AASC e as instituições que os acompanham: Centra Sabiá, Adessu, Conviver, STR de Flores, de  Santa Cruz da Baixa Verde e de Serra Talhada, Casa da Mulher do Nordeste e Movimento das Mulheres Trabalhadoras Rurais-MMTR.

Foram debatidas as diferentes regulamentações técnicas sobre vigilância sanitária, produções orgânicas animais e vegetais, apicultura orgânica bem como as questôes do processamento,  armazenamento, transporte, e da manipulação dos alimentos orgãnicos, e das condições de aplicação da legislação na agricultura familiar.

Também foram apresentadas as novas leis sobre a certificação de orgânicos, os sistemas de garantia participativa, e as organizações de controle social para a venda direta ao consumidor de produtos orgânicos sem certificação (veja as cartilhas do Ministério da Agricultura sobre aqui, aqui e aqui).
Os grupos de produtores se organizaram para circular a informação junto aos outros agricultores e consumidores, divulgar o debate para a sociedade junto as assessorias, e construir os passos para realizar os cadastros das Organizações de Controle Social junto ao Ministério.

A regulamentação e a nova legislação sobre os orgânicos é um desafio para os produtores conseguirem se adaptar à essa nova burocracia, más também representa uma grande vantagem: o reconhecimento oficial da qualidade orgânica vai ajudar o mercado a se fortalecer, e, lógico, vai oferecer uma garantia melhor para os consumidores sobre a qualidade ambiental e social de um produto saudável.

É necessária a construção de um novo modelo: a agroecologia é um projeto de sociedade. Precisa tudo mundo se juntar e unir as forças para discutir e promover a agroecologia, do cidadão consumidor que tem consciência ecológica até os roçados no campo, onde os produtores agroecológicos dialogam com a vida.