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Ida & Volta - Boletim

setembro 30, 2011

Agricultores participam de intercâmbios de experiências

Cerca de 30 agricultores e agricultoras visitaram o Assentamento de Carnaúba do Ajudante, no município de Serra Talhada, para conhecer as experiências do biodigestor e das hortas e pomares agroecológicos. O intercâmbio foi uma iniciativa do Projeto Construindo um Sertão Sustentável e Solidário, desenvolvido pelo CECOR com o apoio da União Européia/Serviço Internacional. O evento aconteceu no último dia 27 de setembro e contou também com a presença de técnicos da Diaconia e Projeto Dom Hélder Câmara (PDHC).

 

 

Os agricultores e agricultoras, vindos dos municípios de Serra Talhada, Santa Cruz da Baixa Verde e Triunfo, conheceram a ideia do biodigestor na área de Jussier dos Santos. O experimento é um equipamento que transforma o esterco de curral em gás inflamável (biogás), que pode substituir o botijão de cozinha. A tecnologia é desenvolvida pela Diaconia e PDHC.

 

 

De acordo com o técnico da Diaconia, Jussier Jorge da Silva, além do biogás produzir um gás limpo, os agricultores não emitem gases na atmosfera como o botijão de gás tradicional. “Outro benefício do biodigestor é a limpeza do curral com a retirada do esterco, o que sobra pode servir de adubo, e trazer uma economia financeira para a família, não vai mais precisar comprar o gás”, esclareceu.

 

 

Com biodigestor, cada família economiza em média R$ 500,00 por ano e para cada equipamento construído precisa, de no mínimo, três animais para produzir o esterco durante um mês. “Com o biodigestor, vamos diminuir os gastos em casa, sem falar que não vamos mais cortar lenha, nem desmatar a mata”, fala empolgado o agricultor Jussier dos Santos.

 

 

Os agricultores e as agricultoras também conheceram a experiência de hortas e pomares na área do agricultor Luciano Nascimento. Em três hectares, ele e a família plantam cebola, banana, macaxeira, feijão e mamão. A produção é comercializada na própria comunidade.

 

Para o coordenador geral do CECOR, Espedito Brito, o intercâmbio de experiência é um momento muito rico de conhecimento. “É importante essa troca de saberes. O agricultor e a agricultora mais que ninguém sabe e conhece a vivência e os desafios do nosso Semiárido. Ao conhecer um experimento numa determinada família, eles podem replicar depois na comunidade”, enfatizou.